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Dinâmica temporal do estrato herbáceo-arbustivo em comunidades campestres no Brasil Central

 

Tema: Dinâmica de comunidades e ecossistemas; Padrões e freqüência de perturbações naturais e impactos antrópicos e seus efeitos comunidades e ecossistemas

 

Pesquisadores:

Profª. Drª. Cássia Beatriz Rodrigues Munhoz

Prof. M.Sc. Chesterton Ulysses Orlando Eugênio
Drª. Aryanne Gonçalves Amaral


 

Os estudos que avaliam a variação na estrutura e na composição florística, em escalas espaciais e temporais, tornam possível avaliar a dinâmica de comunidades vegetais, buscando-se compreender os mecanismos e processos envolvidos no estabelecimento e manutenção das espécies dentro da comunidade. O Conhecimento sobre o funcionamento da natureza, também fornece informações de quanto e como podemos utilizá-la sem prejuízo ao equilíbrio ecológico ou sem provocar comprometimento em longo prazo. Este trabalho pretende avaliar a dinâmica da comunidade herbáceo-arbustiva em áreas de campo sujo e campo limpo úmido na Fazenda Água Limpa (FAL) e em veredas na Reserva Ecológica do IBGE e no Jardim Botânico de Brasília (JBB), sendo esses locais monitorados desde 1999. Tem como objetivos: averiguar se a diversidade e a riqueza das áreas se mantêm ao longo do tempo; mensurar a similaridade da riqueza e estrutura das comunidades ao longo do tempo; testando a hipótese que a composição floral e a estrutura das comunidades se mantém ao longo do tempo na ausência de distúrbios antrópicos. Utilizando-se para tanto de inventário continuo, com intervalos de dois anos, pelo método de interseção na linha, mensurando o índice de diversidade de Shannon; o teste-t de Hutcheson corrigido pela a técnica de ranqueamento de Bonferroni; índices de similaridade Chao-Sørensen; Analise de Variância de Similaridade (ANOSIM); e Análise de Correspondência Retificada (DCA). Espera-se aumentar o conhecimento do estado de preservação destas áreas, que encontram-se sob forte pressão antrópica, pois se localizam em unidades de conservação inseridas na malha urbana do Distrito Federal; entender a estrutura e a dinâmica destes ecossistemas e as suas variáveis ambientais; a compreensão dos principais fatores ambientais que estão determinando a estrutura das comunidades, através do conhecimento dos padrões de distribuição das espécies nas áreas; e a classificação e caracterização destes ambientes, servindo como ferramenta importante para subsidiar o desenvolvimento de inventários regionais e planos de manejo, essenciais para o delineamento de estratégias para a conservação da diversidade biológica, assim como para o seu uso sustentável.


 

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