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Pesquisa Ecológica de Longa Duração

 

Criado em 1996, no âmbito do Programa Integrado de Ecologia (PIE), o programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD) é uma iniciativa pioneira no sentido de obter informações relevantes para a Conservação da Biodiversidade e Uso Sustentável dos Recursos Naturais dos ecossistemas brasileiros. O programa tem como foco o estabelecimento de sítios de pesquisa permanentes em diversos biomas e ecossistemas brasileiros, integrados em rede para o desenvolvimento e o acompanhamento de pesquisas ecológicas de longa duração.

Atualmente o PELD é composto por uma rede de 32 sítios de pesquisa distribuídos nos diversos biomas brasileiros, com atuação marcante e reconhecida pela comunidade científica. Os projetos desenvolvidos pelos sítios são aprovados mediante Editais específicos, por um prazo de 10 anos, e devem passar anualmente por um processo de renovação. O Programa vem apresentando resultados relevantes em termos de envolvimento com as comunidades locais, com diversas experiências bem sucedidas abarcando projetos de educação ambiental, parcerias com prefeituras e trabalho com populações localizadas no entorno de áreas de preservação ambiental. (Fonte)


 

 

 

 

 

 

 

   

 

 

 

 

 

Sítio PELD Brasília:

Cerrados do Planalto Central – Estrutura, dinâmica e processos ecológicos

Coordenação: Prof. Dr. Emerson Monteiro Vieira – Ecologia (UnB)

Vice-Coordenação: Profª. Drª. Rosana Tidon – Genética e Morfologia (UnB)

 

 

1. Introdução Geral

Com aproximadamente dois milhões de km2 de área original, o Cerrado apresenta a maior diversidade biológica entre as savanas mundiais. Além da biodiversidade, a região tem importância estratégica para conservação de recursos hídricos, uma vez que sua distribuição compreende grande número de nascentes e parte considerável das principais regiões hidrográficas da América do Sul. Em particular, cerca de 78% da área da bacia do Araguaia-Tocantins, 47% do São Francisco e 48% do Paraná/Paraguai encontram-se no bioma Cerrado (Lima e Silva, 2008). O volume e a qualidade da água dos rios é resultado do clima, geologia, fisiografia, solos e tipo de cobertura vegetal na bacia hidrográfica (Costa et al., 2003).  A despeito da sua importância biológica e ambiental, esse domínio vem sofrendo nas últimas décadas intenso processo de conversão da cobertura vegetal por atividades produtivas, como a pecuária, a agricultura, a carvoaria e mineração. Estimativas recentes indicam que cerca de 50% do bioma já se encontram convertidos em áreas sob uso antrópico (Sano et al., 2007; Sano et al., 2008).

O Cerrado apresenta grande heterogeneidade que se traduz em ambientes complexos que se alternam em nível regional (Felfili et al., 2008)  e requerem práticas de conservação e manejo específicos assim como sistemas produtivos apropriados a essa heterogeneidade.

Apesar de o Cerrado ser considerado um dos 34 hotspots de biodiversidade, ou seja, área com elevada riqueza de espécies, alto nível de endemismo e extensa perda de habitats (Mittermeier et al., 2007), o conhecimento sobre sua biodiversidade não é homogêneo espacialmente nem taxonomicamente (Aguiar, 2000; Carmignotto, 2004; Nogueira 2006).

Essa elevada riqueza corrobora a necessidade de estudos em nível local para o entendimento da distribuição geográfica e forma como essa diversidade está organizada e seu papel no funcionamento dos ecossistemas.

O conhecimento dos padrões e processos da biodiversidade e suas interações com o meio físico, funcionamento de ecossistemas e serviços ambientais deve incluir a análise dos diferentes padrões regionais. O bioma Cerrado apresenta importantes gradientes latitudinais e altitudinais e centros de endemismo. Para o Cerrado, sugere-se a existência de três grandes supercentros de biodiversidade: cerrados do Sudeste Meridional, cerrados do Planalto Central e cerrados do Nordeste (Castro et. al., 1998). Segundo esses autores a discriminação desses supercentros ocorreria devido a, principalmente duas, barreiras climáticas: o polígono das secas e das geadas e as cotas altimétricas de 400 m – 500 m e 900 m - 100 m de altitude média.

O acompanhamento de parcelas permanentes ao longo de gradientes ambientais permite o estabelecimento de linhas de base para diagnosticar eventuais mudanças na biodiversidade e funcionamento de sistemas naturais e antrópicos. Nesse sentido, as atividades de pesquisa poderão quantificar qual a contribuição das mudanças do uso da terra no Cerrado para as mudanças ambientais globais (p.ex. fluxos de carbono e nitrogênio) e como as mudanças ambientais globais afetarão o bioma Cerrado nas diferentes escalas (local e regional).

 

2. Situação ambiental no Distrito Federal – a importância da APA Gama Cabeça de Veado

Situado na região central do bioma Cerrado, o Distrito Federal tem sofrido nas últimas décadas constantes impactos em áreas de mananciais, seja pelo desmatamento das matas de galeria ou pela poluição dos recursos hídricos, em especial pela expansão urbana desordenada. Sua população tem crescido linearmente nos seus 40 anos de existência, atingindo cerca de 2.000.000 de habitantes (IBGE, Censo Demográfico 2000), em uma região de recursos hídricos finitos. As primeiras dificuldades de abastecimento de água já indicam a necessidade de se ampliar a captação de água, buscando-a em regiões cada vez mais distantes.

As estimativas mais recentes para o Distrito Federal indicam que cerca de 60% da área original ocupada pelas matas de galeria já foi substituída para outros usos (UNESCO, 2003). As unidades de conservação, testemunhos das situações menos degradadas, vêm se tornando ilhas de vegetação limitadas em fluxo gênico e sujeitas aos efeitos de borda que levam a introdução de plantas invasoras e aumento da freqüência de incêndios, entre tantos outros (Oliveria-Filho et aI., 1997).

A Área de Proteção Ambiental (APA) Gama e Cabeça de Veado, localizada no Distrito Federal (ver Área de Estudo), tem cerca de 25.000 hectares e engloba áreas urbanas, rurais e de preservação e experimentação como o Jardim Botânico de Brasília, a Reserva Ecológica do IBGE, a Fazenda Experimental Água Limpa da UnB, a Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) do Cerradão e o Santuário de Vida Silvestre do Riacho Fundo. A APA Gama e Cabeça de Veado foi criada pelo Decreto nº 9417 de 21 de abril de 1986, pelo Governo do Distrito Federal, tendo como um dos principais objetivos a proteção das cabeceiras dos cursos d’água que integram a bacia do Paranoá, e é hoje uma das zonas-núcleo da Reserva da Biosfera do Cerrado dentro do Distrito Federal. A APA está localizada na área core do Cerrado e contém as principais fisionomias de vegetação deste bioma. São encontradas: mata de galeria, cerradão, cerrado sentido restrito, campo sujo, campo limpo, vereda, campo rupestre, campo de murundú.

 

3. Estrutura da Proposta

A presente proposta é centralizada em estudos ecológicos de média e longa duração nas áreas de preservação que constituem a APA Gama e Cabeça de Veado: Reserva Ecológica do IBGE, Fazenda Experimental Água Limpa e Estação Ecológica do Jardim Botânica de Brasília.

Nesses estudos serão abordados os principais problemas relacionados à conservação e uso da biodiversidade e recursos naturais do Cerrado:

1. Diversidade e dinâmica temporal de ecossistemas terrestres e aquáticos e determinantes ambientais

2. Funcionamento e processos ecossitêmicos em ambientes terrestres e aquáticos

3. Alteração de sistemas naturais: áreas degradadas, deposição de nutrientes e invasão biológica

(ver Projetos)